Sempre acompanhei as harmonizações divertidas entre os blogs Le Vin au Blog e Gourmandise, onde o primeiro escolhe o vinho e o segundo o prato, até que o Cláudio me convidou para participar dessa. Harmonização Húngara? Tô dentro!

Mas como aqui em casa, quem manda na cozinha é a Vanessa, passo a bola pra ela ok? Com a palavra, Vanessa:

Quando o Alexandre me disse que a próxima harmonização virtual seria com uma receita húngara, achei que o desafio ia ser complicado… Comida húngara? Prazer, Vanessa!!
Nunca na minha vida pensei em fazer uma receita húngara, embora tenha recordações divertidíssimas da infância (minha mãe sempre dizia que ia embora pra Hungria quando e o meu irmão brigávamos). Enfim, achei o desafio divertido e, se não desse certo, já estava preparada para acionar o plano B (disque pizza!!!).

hungaroA Rafaela e o Cláudio nos mandaram a receita e fui atrás dos ingredientes (a única coisa um pouco mais difícil de achar foi o Kummel, que eu não conhecia. Mas nada que um bom empório não resolvesse).

O Alexandre comprou a última garrafa do vinho disponível na loja, abrimos e fui contente pra cozinha testar essa nova receita. É lógico que uma tacinha durante o preparo é fundamental para o sucesso do prato!

É muito fácil de fazer! E sou obrigada a confessar que, como uma mulher moderna e cheia de pressa, tive que usar a panela de pressão. Deixei cozinhar por uns 30 minutos e depois tirei a tampa e deixei mais uns 20 minutos pra reduzir o molho.

A receita ficou ótima! O prato é muito aromático e o kummel dá um toque incrível. Ficou picante na medida certa (depois dos comentários gerais sobre a páprika resolvi reduzir ainda mais a quantidade na minha receita). Servimos com batatas cozidas e o creme de leite por cima fez toda a diferença.

O vinho harmonizou perfeitamente e depois de decantado ficou ainda melhor. Mas essa parte da análise eu deixo pro Alê fazer…

Ah! Segue a receita, já com a adaptação da quantidade de páprika.


Pörkölt
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Ingredientes

– 1 Kg de músculo limpo em cubos médios
– 800g de cebola brunoise
– 1 colher de sopa de páprika picante (de boa qualidade)
– 2 colheres de sopa de extrato de tomate
– 4 colheres de sopa de manteiga
– 1 colher de sopa de bacon brunoise
– 500-700g de caldo de carne
– amido de milho (opcional)
– creme de leite fresco
– 1/2 colher de sopa de kümmel

Modo de preparo

Tempere a carne com sal e metade da páprika. Deixe descansar por 30 minutos. Refogue a cebola na manteiga. Deixe amolecer e coloque o restante de páprika. Não deixe queimar. Una o bacon. Adicione a carne. Misture bem. Una um pouco do caldo de carne quente (não precisa cobrir a carne por completo) e o extrato de tomate. Cozinhe por cerca de 1h30, em fogo baixo, com tampa. Conforme o líquido evaporar, adicione mais fundo de carne quente. Acerte o sal. Se desejar um caldo mais espesso, engrosse com amido dissolvido em água. Finalize com kümmel. Sirva com batata cozida e decore com creme de leite fresco.

Tuzko Bátaapáti – Kékfrankos 2005
Visualmente lebra muito um pinot noir, por sua cor rubi bem clara. Tem ainda reflexos alaranjados e um halo aquoso bem pronunciado.

O aroma das frutas já está bem discreto, aparecendo mais as especiarias, tostado, madeira e um certo desequilíbrio no álcool. Na boca um vinho de médio corpo, acidez bem alta e taninos ainda bem presentes.

É um vinho simples, acho que para o dia-a-dia dos húngaros (rsss), mas que não está mais em sua melhor forma. Sua acidez acentua ainda mais o efeito da páprica, deixando tudo ainda mais picante.

Mesmo assim foi uma ótima experiência e uma receita deliciosa que aprendemos. Em breve quero experimentar novamente esse prato, só que com um vinho mais encorpado, para ver o resultado.

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