Esse foi mais um daqueles momentos impensáveis: em plena quarta-feira de cinzas, três confrades resolveram se encontrar para um happy-hour rápido e básico, até que um deles surpreende e leva um Mouchão 1979, um português fora de série, da região do Alentejo.

Na garrafa as marcas do tempo: rótulo manchado, rasgado, esfarelando, envolto num plástico para preservá-lo. Muitos depósitos na garrafa, mas com toda a agilidade que só a prática conferiu a esse nosso confrade, nenhuma borra foi para as taças, ficou para o final.

Na taça todos os indícios de um vinho jovem, de cor rubi com pequenos traços de evolução, aromas ainda predominante de fruta vermelha madura, doce, compotada, aquele toque leve de vinho do porto, mas a maior surpresa estava no primeiro gole, taninos muito vivos ainda, corpo médio e acidez pujante de encher a boca. Final muito, muito longo.

Um vinho de 30 anos (com corpinho de 10), que nos deixou aquela sensação de que teria ainda muitos anos pela frente. Até o momento, esse foi o vinho mais velho que já provei e a cada experiência como essa, me surpreendo mais.

Deixo aqui meu agradecimento à enorme generosidade desse amigo em compartilhar esse vinho tão especial.

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