Começou assim: um amigo ligou dizendo que tinha um Brunello na mão e queria um motivo para abrí-lo. Foi o estopim para a esbórnia gastronômica que fizemos no último dia 21 (feriado). Atrás do Brunello, veio um A Sirio, um Barolo, um Edizione, gigantes italianos.

Mas faltava ainda o prato italianíssimo para acompanhar tudo isso, então Vanessa lembrou-se do Ossobuco que sempre que prepara aqui em casa, arranca suspiros. Desta vez também não foi diferente.

Começamos com um Prosecco di Valdobbiadene que num passe de mágica evaporou das taças, já que fazia um certo calor. Decidimos conjuntamente abrir os vinhos numa sequência por idade, sendo assim, abrimos primeiramente o Barolo Monvigliero D.O.C.G 1999, do produtor Mauro Sebaste, que logo na taça mostrou sua idade com uma cor atijoladas e aromas delicioso de café torrado, couro, cravo, frutas passadas e na boca ainda tânico e com espantosa acidez. Com 11 anos de idade, ainda muito vivo e elegante.

Entre uma taça e outra, servimos bruschettas. Na sequência, veio o A Sirio 2001, um velho conhecido meu, desde que ele simplesmente acabou com meu Clos de Los Siete, dia desses num almoço. Pois bem, esse estava ainda mais vivo, cheio de personalidade, aromas intensos de fruta madura, couro, especiarias e na boca uma acidez impressionante. Difícil passar desapercebido por esse super toscano, feito de Cabernet Sauvignon e Sangiovese.

Enquanto isso chegou o ossobuco com fettuccine na manteiga

Para acompanhar, abrimos então o Brunello de Montalcino 2003 Il Paradiso di Frassina, de cor rubi violácea, jovem ainda, aromas intensos de  frutas vermelhas maduras e na boca taninos aveludados e acidez mais domada que os anteriores, deixando-o muito redondo e equilibrado na boca. Esplêndido!

Por fim veio ele, o Edizione Cinqui Autoctoni Farnese 2005, também um vinho que adoro, feito com o melhor de 5 uvas autóctones da Itália (Montepulciano, Primitivo, Sangiovese, Negroamaro e Malvasia Rossa). Um vinho violáceo, escuro, denso que deixa manchas na taça. No nariz também é intenso, cereja madura, baunilha, tostado e couro. Na boca com certeza é o mais estruturado de todos, carnudo, saboroso, taninos em grande quantidade mas muito aveludados. Ótimo como sempre.

E assim ficamos, 8 amigos reunidos em volta de uma mesa, comendo, bebendo, falando alto e gesticulando até derrubar as taças.

Nada mais italiano do que isso…

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