Outro dia falei por aqui que o tempo é inimigo dos blogueiros lembra? O mesmo não posso falar em relação a alguns vinhos. Sim, muitos vinhos, não todos, ficam muito melhores com o passar do tempo. O tempo é o melhor amigos dos bons vinhos.

E depois de uma semana sensacional, provando maravilhas no Decanter Wine Show e Encontro de Vinhos, achei que estava devidamente satisfeito, mas não, eis que meu amigo Silvestre, me chama de lado e diz: “Amanhã nos encontraremos no almoço para beber umas surpresas que eu trouxe. Vem com a gente!”. Nem pensei em recusar!

Ainda bem, porque foi épico. Veja as raridades:

Cousino Macul Antiguas Reservas 1995.
Nariz bem discreto de couro e leve herbáceo e na boca taninos finos, quase inexistentes e leve acidez. Se alguém ainda tem dúvidas da longevidade de um bom vinho chileno, melhor mudar seus conceitos.

Tignanello 1995.
Particularmente, tenho um carinho especial por esse vinho, pois me trás muitas boas lembranças recentes. Um digno toscano com aromas de frutas secas, couro e terroso. Na boca os taninos ainda vivos e acidez excepcional.

Marquês de Riscal Gran Reserva 2000.
Um vinho de 10 anos e seguramente com mais 10 anos pela frente, senão mais. De cor ainda violácea, intensos aromas de fruita madura, caramelo, potente e muito aveludado na boca. Um show! Esse foi oferecido pelo amigo Walter Tommasi.

Mas quando achei que estava praticamente na porta do céu (ou do inferno, como preferir), veja o que me aparece para acompanhar a sobremesa…

Tokaji Aszú 3 Puttonyos 1989.
Impressiona pela cor, um marrom escuro, com aromas predominantes de mel de laranjeira e na boca, um supreendente sabor de chá preto. Ainda untuoso e com ótima acidez, depois de 21 anos.

Para mim, esse almoço teve um gosto especial, pois foi um verdadeiro presente de aniversário antecipado, ainda mais na companhia de amigos sempre generosos como Silvestre, Walter, Beto, Jeriel e Daniel.

QUER SABER MAIS? DEIXE AQUI SUA DÚVIDA OU COMENTÁRIO!