Não sei se já comentei, mas sou decendente de portugueses. Meu avô, o seu Américo Frias, que já não está mais com a gente, gostava de muito vinho, mas não esse vinho refinado que bebemos hoje. Há uns 25 anos atrás, eu ia com ele e meu pai na Adega Santo Antonio, aqui em Campinas e eles vendiam vinho em enormes barricas, uma com vinho tinto seco e a outra com vinho tinto suave e só.  O seu Américo sempre pedia um copo de vinho tinto seco e em uma dessas vezes, cheguei até a experimentar.

Nesse final de semana, fiz um churrasco em casa e perguntei ao meu pai se o vô Américo gostava de cerveja. Ele me disse que gostava de cerveja também, mas era só oferecer a ele uma taça de vinho, que abandonava na hora a cerveja e ficava só no vinho. Talvez isso explique um pouco minha paixão pelos vinhos, em especial os portugueses.

Enquanto conversava com meu pai, bebia o Herdade dos Grous, produtor excelente que conheci no ano passado no evento da Vini Portugal. Um vinho relativamente jovem, mas vigoroso feito de várias uvas: touriga nacional, aragonês, syrah e alicante bouschet.

Aromas intensos de frutas como ameixa preta, madeira, cravo e fumo. No paladar, um vinho bastante fresco, aquela ótima acidez tradicional dos bons vinhos portugueses, muitos taninos mas não agressivos, corpo leve e boa persistência. Um vinho que enche a boca e chama o próximo gole.

Ah, mas com certeza o vô Américo aprovaria.
Um brinde a ele.

 

 

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