Recentemente estive no Rio de Janeiro a trabalho e feliz que sou, tenho grandes amizades lá trazidas pelo vinho, o Cláudio e Rafaela do blog Le Vin au Blog. Aproveitamos a linda noite que fazia na cidade maravilhosa e saímos para jantar. Depois de tentarmos entrar no La Botella, que já estava lotado, resolvemos ir ao Salitre. Restaurante charmoso, grande adega com os vinhos expostos como em lojas tradicionais.

Sentados à mesa, eis que o garçon nos trás a carta de vinhos, um livro. Contando por alto, umas 500 opções de vinhos de praticamente todos os países. Sinceramente uma vasta carta de vinhos às vezes atrapalha. Por fim, acabamos escolhendo um chileno, o Ventisquero Queulat Syrah e como eles tinham o 2004, 2005 e 2006, ficamos com o mais velho, para aproveitar e perceber sua evolução.

Eu já conheço e gosto desse vinho, mas nunca tinha provado um com 7 anos de garrafa. Sua cor já tinha perdido a tonalidade violácea, era rubi de média intensidade. Os aromas muito intensos de ameixa preta, café, tabaco, levemente herbáceo e na boca ainda potente, mas longe daquela potência exagerada na jovialidade, potente mas elegante, o álcool integrado, taninos finos e final longo.

Mesmo com 7 anos de vida, continua sendo um grande vinho e tenho certeza que ainda tem alguns bons anos pela frente.

Ótima companhia para pratos com carne suculenta como esse mignon ao molho poivre com risoto de gorgonzola que pedi, mas bom mesmo foi dividí-lo com os amigos queridos e brindar a essa noite maravilhosa.

 

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