Na sequência do Crios Torrontés, fomos apresentados a uma mini-vertical com duas safras do Benmarco Expressivo, 0 2000 e o 2006. É um vinho que não tem padrão, cada vez que é produzido, e não são todos os anos, seu corte é diferente.

O Benmarco Expressivo 2000 é composto de 50% malbec, 20% cabernet sauvignon, 15% bonarda, 10% merlot e 5% syrah. Um vinho de 14% de álcool, com aromas muito intensos de couro, chocolate, terra molhada, especiarias, mentolado e na boca, muita acidez, taninos vivos ainda e um final muito longo. Impressionante a vivacidade do vinho com 11 anos de idade.

Já o Benmarco Expressivo 2006 é mais manso, taninos mais redondos, equilibradíssimo, bom corpo, final longo de café tostado. É feito de 60% malbec, 10% cabernet sauvignon, 10% syrah, 10% tannat e 10% de petit verdot. Um ótimo vinho, mas ainda perde em personalidade para seu irmão mais velho.

Segundo Susana Balbo, o 2006 ainda não tem toda a expressão que o vinho pode apresentar, visto a tamanha exuberância da safra 2000, porém ela nos disse também que o ano de 2000 foi um ano ruim, imagine…um ano que como não teve uma uva de altíssima qualidade, teve que se esforçar mais para ter um resultado melhor no final.

Se o 2000 foi uma ano ruim com um resultado desse, imagine 2006 que foi ótimo? Só o tempo dirá.

O negócio é comprar em 2006 e esquecê-lo na adega até 2017.

 

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