No evento Union des Grands Crus de Bordeaux que relatei aqui, tive finalmente a oportunidade de provar alguns famosos vinhos de 100 pontos segundo Robert Parker e outros.

Independente de qual tenha sido, serviu como uma boa reflexão sobre o assunto, já que há tanto tempo escutamos divagações sobre esse tema.

Tirei algumas conclusões:

  1. Não senti um prazer maior ou menor em degustar um vinho sabendo que ele tem 100 pontos. Talvez um certo entusiasmo antes de prová-lo, mas só.
  2. Alguns vinhos que provei eu daria facilmente 100 pontos, mas ironicamente, estes estavam longe dos 100 pontos segundo X ou Y crítico.
  3. Eu já desconfiava, mas o fato acima me fez ter a certeza absoluta que a análise de um vinho é totalmente subjetiva e individual.
  4. Determinar uma única nota a partir da análise de várias pessoas, não faz o menor sentido. Não se pode criar uma média com opiniões tão diferentes.
  5. Sistema de notas e pontuações ajudam muito mais o mercado a vender o vinho para um consumidor desavisado, do que fornecer a ele, um vinho que de fato lhe agrade.
  6. 90 pontos é o novo 85 pontos, ou seja, um vinho bom, nada de excepcional.
  7. Continuo confiando no meu paladar. Só eu sei o que é bom para mim.

Beba vinhos, não beba pontos.

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