Portugal é um dos países mais ricos na diversidade de uvas. Já ouviu falar da uva Tinta Cão? e da Antão Vaz? Quem sabe já bebeu algum vinho feito de Rabigato?

Os nomes podem parecer estranhos, mas é justamente esse um dos segredos do vinho português: suas uvas nativas ou chamadas autóctones. E atrás dessa originalidade fui visitar a feira de Vinhos de Portugal que aconteceu semana passada em São Paulo.

Impressionante o número de vinhos portugueses para experimentar, só que como meu tempo era curto, resolvi fazer diferente e provar apenas os brancos, rosés. Descobri vários vinhos excelentes.

Começando pelos espumantes, o Colinas Brut e o Colinas Rosé, ambos com acidez bem marcante, secos e, em especial o brut, com toque de pão tostado, nozes, mais gastronômico e complexo.

Depois provei dois interessantes da Companhia das Quintas feito da uva Arinto. O primeiro, Prova Regia Arinto é bem fresco e frutado, perfeito para substituir com louvor aquela mesmice dos sauvgnon blanc mais baratos. O segundo, chamado Morgado de Sta Catherina 2009, também é feito de arinto, bem mais complexo e redondo pelo estágio em barricas de carvalho. Mesmo passando por madeira manteve seu frescor.

Fui então provar alguns vinhos verdes da Enopartner e me impressionei com o Antonio Futuro 2011, nome do dono da vinícola. Um vinho verde muito expressivo no nariz e no paladar tem a acidez equilibrada. Ótimo. Depois o Reguengo de Melgaço Alvarinho 2011. Muito aromático, frutas cítricas, macio na boca.

A exportadora Trambuladeira, trouxe para a feira um excepcional branco, o Bétula 2009, um corte de sauvignon blanc e viognier (uvas francesas?). Ótima complexidade aromática, macio e deixa um sabor de caramelo no final de boca. Segundo o exportador, muito longevo.

Surpresa boa foi a Adega dos 3, uma jovem importadora que trouxe vários bons e baratos para cá. Entre todos destaco 3: o Vale da Calada Branco 2011, muito aromático, excelente acidez final, muito persistente e ótima compra por apenas R$ 36,00. o Baron de B, 100% antao vaz, muito gastronômico e por fim um de sobremesa, o Clemente de B, um moscatel roxo de 4 anos de barrica muito cítrico e macio, honestíssimo.

Para fechar, provei 2 portos branco da Brasvini. Infelizmente por aqui não fazem tanto sucesso, mas sinceramente gostei muito dos dois. O Porto Branco Andresen, mais leve e o Porto Branco Andresen 10 anos, complexo, longo, um espetáculo.

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