A primeira vez que experimentei o Beronia foi pelas mãos do amigo Andrei, o Beronia Crianza 2008, num jantar na casa do Emerson. É o tipo do vinho que gosto, com expressão, daquele que chama a atenção logo pelos aromas. Muito floral, perfumado mesmo, cereja fresca, couro. Na boca ótimo frescor dado pela acidez, frutado, taninos muito finos. Um vinho sem tanta complexidade mas muito prazeroso. A impressão que deixou foi muito boa e guardei o nome.

Eis que recebo uma mostra da Inovini que importa o vinho da linha acima desta, o Beronia Reserva 2007 e resolvi provar logo. É um corte. Feito de 90% de tempranillo, 6% de mazuelo e 4% de graciano, mantém as mesmas características de seu irmão mais novo, só que com mais complexidade. Mesmo com 5 anos de vida, sua cor é ainda de um vinho jovem, rubi violáceo, aromas intensos de cereja madura e notas interessantes de lácteo, balsâmico e couro. Na boca o vinho tem bom corpo, mas ainda elegante, com ótima acidez. Chegar a ser picante. Taninos bem presentes e o álcool aparece um pouco, mas nada comprometedor.

Belos vinhos espanhóis feitos na região da Rioja Alta que, segundo o produtor, busca produzir vinhos à moda antiga, deixando-os descansar por longos períodos em barricas de carvalho. O Crianza fica 12 meses e o Reserva 30 meses. O Reserva ainda fica 36 meses em garrafas descansando dentro das caves do produtor. Haja paciência!

Em temos que vivemos de imediatismo, velocidade e busca por resultados instantâneos, vale a pena olhar para projetos como esse e ver a diferença que faz o planejamento no produto final.

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