Antes de mais nada, quero agradecer aos meus amigos Gil Mesquita pela gentileza de me ceder o vinho e ao Cristiano Orlandi por fazê-lo chegar às minhas mãos, mais de 500km depois e ainda na volta do feriado. É muito amor ao vinho e aos amigos.

Se você não sabe do que se trata esse tal de Toro Loco, vou colocá-lo por dentro. Tudo começou quando esse vinho, produzido pela Bodega Coviñas, foi premiado com medalha de prata pela International Wine & Spirits Competition em uma prova realizada às cegas, com vinho muito mais caros que ele. (Veja a premiação aqui)

Daí por diante a notícia correu o mundo rapidamente e mais uma vez voltou a velha discussão de que nem sempre o vinho mais caro é melhor e blá, blá, blá. Aproveitando o “buzz” que a notícia provocou, obviamente o mundo sedento pela novidade encomendou loucamente caixas e mais caixas do tal vinho e, logicamente, aqui na colônia não poderia se diferente – todo mundo louco para experimentar o vinho mais famoso do planeta.

Quem se encarregou de distribuir a novidade por aqui foi a Wine que de forma inteligente alardeou e botou ainda mais pilha na história toda abrindo uma “pré-reserva” e com isso, vendeu muito. Uma dessas vendas acabou aqui na minha taça através dos amigos que combinaram de fazer o #torolocoday, que é hoje.

E o vinho?

Enquanto escrevo este post, estou lentamente provando o vinho para entender o que o levou a tal julgamento e em que codições foi feito. Já participei de várias degustações às cegas e acho o método interessante, mas ainda sim com muitas falhas se não for bem conduzido. O que se pretende comparar? Tipo? Regiões? Uvas? País?

Independente de quem estava no páreo, achei o vinho razoável pelo que custa. Aromas discretos de fruta negra e um toque de couro. Na boca é magro, taninos finos e acidez baixa. Bebendo só o vinho ele é melhor, mas acompanhado de comida um pouco mais condimentada, ele some.

Resumo da ópera: um vinho como dezenas de outros na mesma faixa de preço em que entregam um vinho de qualidade razoável. O resto é marketing.

Matei a curiosidade, mas não compraria outra garrafa.

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