Dia desses, vieram os amigos aqui em casa e entre eles o Daniel, que me apareceu com uma garrafa embalada em papel alumínio. Com aquele sorriso maroto de sempre, ele disse: “essa é uma surpresa para o final. Você vai gostar”. Para não ficar alimentando minha curiosidade que já não é pouca, resolvi escondê-la dentro da adega.

Ao final da noite, o fanfarrão do Daniel resolveu abrir a garrafa ainda embalada para tentarmos descobrir a origem do vinho. Assim que colocou na taça, um vinho escuro, quase preto. Como na rolha estava impresso o ano 2000, fiquei surpreso com a cor logo de cara. Um vinho escuro feito tinta de lula. Os aromas mais aparentes no início foram de couro, terra molhada e muita fruta como ameixa em calda. Na boca foi ainda mais surpreendente. Taninos em grande quantidade, grande acidez e um final longo e prazeroso. Por fim, acabei arriscando que seria um tannat.

Alúminio removido, foi revelado o mistério – um nebbiolo uruguaio, o Bodegas Carrau Vilasar Nebbiolo 2000. Um nebbiolo, quem diria. A Carrau faz grandes vinhos no Uruguai, principalmente seus grandes tannats, é claro, mas esse nebbiolo com 12 anos de vida e ainda jovem, foi impressionante.

 

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