Esse português já estava há alguns anos repousando em minha adega. Pra dizer a verdade, não lembro mais como ela chegou aqui, mas no penúltimo dia de 2012, numa semana em que resolvi abrir alguns vinhos que acenavam para mim há algum tempo, resolvi acabar com o a ansiedade desse grande vinho de Portugal.

A Bacalhôa é enorme. Tem como acionista Grupo Lafitte Rothschild e produz mais de 20 milhões de litros de vinho nas regiões do Alentejo, Dão, Douro, Lisboa, Bairrada e Península de Setúbal. Provavelmente você já deve ter esbarrado com uma garrafa de vinho alaranjada do Moscatel de Setúbal deles, que aliás é muito bom.

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O Quinta da Bacalhôa Cabernet Sauvignon é um dos grandes vinhos que eles produzem e curiosamente de uma uva francesa, a cabernet sauvignon, fato incomum em Portugal, onde a maioria absoluta de seus vinho são feitos de uvas regionais.

Já tive a oportunidade de provar esse vinho bem mais novo e sinceramente naquela oprtunidade não achei o melhor cabernet sauvignon de minha vida. Um vinho muito bem feito claro, mas acho que a fama é maior que o vinho.

De qualquer forma, prová-lo com 6 anos de idade foi outra experiência. O vinho está muito mais elegante e equilibrado. A cor já é rubi transparente e os aromas remeter a frutas vermelhas como cereja, framboesa, tabaco, especiarias e um toque balsâmico bem pronunciado que avisa que o vinho está passando do seu auge. Na boca é ainda mais elegante. Leve, taninos finíssimos, acidez deliciosa e final medio deixando de leve um sabor de tostado.

Resumo da história: abri o Quinta da Bacalhôa Cabernet Sauvignon no momento certo e aproveitei o melhor desse vinho. Quando novo ele é bruto e sem tanta expressão. Com 5, 6 anos de idade você aproveitará todo o potencial do vinho em suas nuances.

Aqui no Brasil é importado pela Portus Cale.

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