A Argentina é um gigante na produção de vinhos. Em uma combinação perfeita de história, gente, geografia, clima e outras condições naturais, o país desfruta hoje da posição privilegiada de 5.o maior produtor de vinhos do mundo. São 1341 vinícolas que produzem milhões de garrafas em uma área gigantesca de 228.000ha. Mas essa conquista não começou ontem.

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Para entender essa história vencedora, é preciso olhar mais de perto e entender quais são os fatores que levaram o país ao topo. Em uma bela apresentação feita por Andrés Rosberg, presidente da AAS – Associação Argentina de Sommeliers, pudemos  entender um pouco mais as características da vitivinicultura Argentina.

Resumi em 6 as características principais:

História
A história do vinho na Argentina começou há muito tempo, mais precisamente em 1551, quando os espanhóis plantaram os primeiros vinhedos na região Norte do país. Essa região foi escolhida, porque estava rota de comércio entre Buenos Aires e o Peru.

Clima
O clima da região é continental, essencialmente seco, porque toda a umidade pára no lado do Chile da Cordilheira dos Andes, num efeito chamado “cortina”.  O clima seco dá ao país uma grande vantagem, pois é muito menos suscetível ao surgimento de pragas e com isso a necessidade de uso agrotóxicos é mínima. Por outo lado a grande maioria dos vinhedos necessita de irrigação.

Água
Mesmo com a agricultura irrigada, a Argentina possui uma outra vantagem que é a pureza da água, já que o fornecimento vem principalmente do derretimento da neve da encosta das montanhas.

Geografia
A Argentina é um país que tem uma longa extensão continental. Isso permite uma diversidade enorme de solos, nas mais variadas altitudes. São vinhedos que podem variar dos mais baixos plantados a 700mt de altura, até o extremo na região de Salta onde há os vinhedos mais altos do mundo plantados a 3000 mt de altura.

Temperatura
Quanto mais alto é o vinhedo, mais frio. Sabe-se que a cada 140mt que se sobe, cai um grau na temperatura. Isso é dá a Argentina outra vantagem: diversidade na produção, já que se pode obter vinhos mais frescos e leves em climas mais frios e vinhos mais estruturados e potentes nas regiões mais baixas e quentes.

Cultura
Diferente de países como Chile e Brasil, onde o consumo de vinho foi impulsionado pelo aumento de poder aquisitivo, na Argentina é uma bebida ligada à cultura do país, já que a população basicamente é imigrante de espanhóis e italianos, ávidos produtores e consumidores de vinho. Sendo assim, um dos maiores consumidores do vinho argentino é o próprio argentino e esse alto consumo, semore foi um dos impulsionadores da indústria.

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