Eu acredito cegamente nos projetos colaborativos. São muito mais ricos porque reúnem pessoas com visões de mundo totalmente diferentes, em prol de um único objetivo. O segredo está na diversidade.

O projeto Top Winemakers que conheci recentemente é assim. É um projeto chileno, que nasceu com a ideia de Rafael Prieto, diretor da Top Winemakers, em reunir 10 prestigiadas vinícolas chilenas através de 5 enólogos homens e 5 enólogas mulheres. A ideia seria consolidar em 2 vinhos, um feito pelos 5 enólogos homens e outro pelas 5 enólogas mulheres, que unificasse estilos e gostos diferentes, personalidades opostas e enfoques enológicos diversos.

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As 5 mulheres escolhidas foram: Cecilia Guzmán (Viña Haras de Pirque), Irene Paiva (Viña Vistamar), Cecilia Torres (Viña Santa Rita), Ana María Cumsille (Viña Altair) e Macarena Morandé (Viña Costa Blanca).

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E os homens selecionaros foram: Felipe Müller (Viña Tabalí), Francisco Baettig (Viña Errázuriz), Rafael Urrejola (Viña Undurraga), Marcelo Retamal (Viña De Martino) e Rafael Tirado (Viña Laberinto).

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Como resultado, 2 grandes vinhos bem distintos:

A versão masculina é mais autera, com notas de terra molhada, couro, tostado e a fruta vermelha em segundo plano. Taninos finos, acidez moderada e corpo médio.

Já a versão feminina, como não podia deixar de ser, é sedutora. Notas delicadas de mentolado, toffee, especiarias, ameixa. O paladar é mais encorpado que o primeiro, mais potente e muito frescor que garantiu um ótimo equilíbrio.

Duas diretrizes. Duas experiências. Vale a pena provar os dois ao mesmo tempo e perceber na prática, do que a enologia chilena é capaz.

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