Estive no inicio de Agosto na apresentação da linha completa de vinhos da Bodega Chacra, importado pela Ravin. Fiquei curioso porque eu só conheço (e gosto bastante) do Chacra Barda. Nas oportunidades que tiver de provar, percebi que se tratava de um pinot noir argentino diferenciado, muito bem feito. Mas não é só isso.

Beto Duarte, Piero Incisa e eu

Beto Duarte, Piero Incisa e eu

Piero Incisa della Rocchetta, o dono da Bodega Barda, veio ao Brasil promover e nos contar os detalhes da produção desses vinhos. Esse italiano é neto de um dos nomes mais importantes da Itália, Marchesi Mario Incisa della Rocchetta, dono do Sassicaia.

Ele fundou a vinícola em 2004, que fica em Rio Negro no norte da Patagônia. Os vinhedos de pinot noir, plantados em 1932 e encontrados na época da aquisição, foram restaurados seguindo as diretrizes agricultura orgânica e biodinâmica. Todo o trabalho é concentrado nas vinhas e nenhum vinho é filtrado.

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O fruto desse trabalho se revela nos vinhos que provei:

Chacra Barda Pinot Noir 2010 (R$ 162)
O básico da linha. Aroma de cereja fresca, toque mineral e floral bem marcante.
Na boca é frutado, boa acidez, taninos finos e redondos, final tostado. Percebe-se bem a presença de madeira, como tostado e baunilha.

Chacra “Cinquent y Cinco” 2010 (R$ 358)
Proveniente de vinhas plantadas em 1955. Produzem apenas 5 ha. Mais fechado, mas ainda sim com aromas de terra molhada, chocolare, madeira e caramelo. Na boca é macio, frutado e tem uma acidez mais equilibrada e elegante que o anterior.

Chacra “Treinta y Dos” 2008 (R$ 512)
Provém das vinhas originais, plantadas em 1932. Apenas 1.8 ha de produção. Um vinho potente, taninos mais firmes que o anterior, mais alcoólico, carnudo, aromas de frutas vermelhas mais maduras, toque animal e leve herbáceo. Muitos anos pela frente.

Chacra Mainqué 200 (R$ 224)
Um merlot 100% muito elegante, fino, picante e equilibrado. A acidez marcante não disfarça o toque italiano de seu produtor.

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